Brasil 60+ em 2024

O país envelheceu.

Nunca tivemos tantas pessoas com 60 anos ou mais. A longevidade passou a redefinir a estrutura da população brasileira — e o desafio está na velocidade dessa transformação.

32,1Mi

brasileiros com mais de 60 anos.

Censo 2022 — IBGE

1 em cada 6 brasileiros já tem 60+.

Em 2022, esse grupo passou a representar 15,8% da população — o maior patamar da história.

Expectativa ao nascer
76,6anos

É quanto vive, em média, um brasileiro hoje.

Em 2024, atingiu 76,6 anos — um salto histórico que coloca a longevidade no centro da pauta social.

Expectativa aos 60
+22,6anos

Aos 60, ainda há mais duas décadas pela frente.

Quase um terceiro tempo de vida a ser planejado — com saúde, autonomia financeira e propósito.

Por que isso importa?

O envelhecimento deixou de ser tendência e virou mudança estrutural. Uma população mais velha exige repensar políticas públicas, serviços e formas de organização social.

Entender o tamanho desse grupo é só o primeiro passo — o desafio é compreender quem são as pessoas 60+ e como suas necessidades diferem.

Qual a tendência para o Brasil?​
Em poucas décadas

O Brasil deixou de ser um país jovem para se tornar uma sociedade em rápido envelhecimento.

Se em 1970 apenas 1 em cada 20 brasileiros tinha 60 anos ou mais, hoje esse número já chega a 1 em cada 6 — e continua crescendo. O que marca essa transformação é a mudança no ritmo: enquanto a população 60+ cresce de forma acelerada, o restante da população desacelera e tende à estagnação.

Taxa 60+ em 2022
3,8%
crescimento anual
Taxa 60− em 2022
0,0%
tendência à estagnação
Taxas de crescimento populacional
Quem cresce, quem desacelera
Pop. 60+ Pop. 60−
4%3%2%1%0%3,8%0,0%19801991200020102022
Taxa de crescimento geométrico entre censos — fonte: IBGE

Por que isso importa?

Com menos pessoas em idade ativa e mais pessoas vivendo mais, o mercado de trabalho precisará se adaptar para reter, reintegrar e valorizar profissionais 60+.

O aumento da população 60+ amplia a demanda por serviços de saúde e cuidado, exigindo redes mais estruturadas e integradas ao longo do ciclo de vida.

A combinação entre maior longevidade e crescimento acelerado coloca pressão sobre a sustentabilidade da previdência e a suficiência de renda na aposentadoria.

Ao mesmo tempo, o envelhecimento abre espaço para novos mercados, produtos e serviços voltados à população 60+, criando oportunidades de inovação e desenvolvimento econômico.

Quem são os 60+ no Brasil?​
Quem são os 60+ no Brasil

Um mesmo grupo, duas realidades.

Saber que a população 60+ cresce é só o ponto de partida. O principal desafio é compreender quem são essas pessoas — e reconhecer que esse grupo reúne realidades muito distintas. Ao mesmo tempo em que concentra renda, influência e capacidade de consumo, muitos chegam a essa etapa em condições de vulnerabilidade.

Os 60+ têm peso, voz e dinheiro.

Esse grupo não é passivo. Ele vota, consome, lidera — e sua influência cresce junto com seu tamanho.

R$ 1,2tri
potencial de consumo anual do segmento
27%
da renda total do país
1 em 5
eleitores tem mais de 60 anos no Brasil
1 em 3
CEOs de melhor desempenho tem mais de 60 anos
 

Mas chegam aos 60+ carregando desigualdades de uma vida inteira.

Pouca renda e alta dependência de benefícios sociais revelam que grande parte do grupo necessita de atenção especial e novas soluções.

Só 25%
das pessoas 60+ permanece no mercado de trabalho
50%
trabalha em condições de informalidade
81%
dos beneficiários ativos ganham menos de 2 salários mínimos
84%
das pessoas com mais de 75 anos tem pelo menos uma doença crônica

Por que isso importa?

A população 60+ combina influência econômica e vulnerabilidade social — e políticas públicas precisam responder a essa dualidade.

O mesmo grupo que concentra renda e consumo também demanda proteção social — criando desafios e oportunidades para governos e empresas.

Entender essa diversidade é o primeiro passo para segmentar a população 60+ e construir respostas mais adequadas para cada grupo.

Tratar o grupo 60+ como homogêneo esconde desigualdades importantes e reduz a efetividade das políticas públicas.

A diversidade dentro do grupo 60+ exige políticas públicas segmentadas
A diversidade dentro dos 60+

Três momentos. Três perfis. Três oportunidades diferentes.

O envelhecimento não acontece de forma uniforme — ele se organiza em diferentes etapas do ciclo de vida, cada uma com desafios e oportunidades próprias. Políticas públicas e estratégias de mercado precisam respeitar essa segmentação.

1 Transição para a longevidade
31%
Transição para a Longevidade
60 — 64 anos
 

Ainda querem trabalhar — mas o mercado já fechou a porta.

Muitos perderam o emprego antes da aposentadoria e enfrentam dificuldades de reinserção, ao mesmo tempo em que lidam com as primeiras mudanças de saúde e vida social.

2 Núcleo da longevidade ativa
43%
Núcleo da Longevidade Ativa
65 — 74 anos
 

Têm tempo, saúde e renda. O maior grupo mais ignorado pelo mercado.

Aposentados, mas ativos em todas as dimensões da vida. Querem propósito, convívio e experiências — e têm poder de compra para isso. Um mercado enorme esperando ser reconhecido.

3 Longevidade avançada
1 em 5
Longevidade Avançada
75 anos ou mais
 

Mais dependência, menos renda. Um grupo que não pode ser invisível.

Limitações funcionais crescentes afetam mobilidade, autonomia e acesso a serviços. As redes sociais se estreitam — e a invisibilidade desse grupo é um problema, e uma responsabilidade coletiva.

Por que isso importa?

Cada etapa do ciclo de vida exige respostas específicas — do trabalho à renda, da autonomia ao cuidado — o que torna a segmentação essencial para o planejamento público.

Tratar os 60+ como um bloco único é não enxergar nenhum deles.

Como a Plataforma Longeviver pode ajudar a qualificar a sua análise​
Plataforma Longeviver

Decidir melhor exige enxergar o todo.

O desafio do envelhecimento no Brasil não está mais em reconhecer sua existência — está em compreender sua complexidade. Decisões baseadas na crença de que toda população 60+ é igual deixaram de ser suficientes. A Plataforma Longeviver organiza dados dispersos em uma leitura qualificada da realidade: revelando padrões e identificando diferentes perfis dentro do grupo 60+.

Perfil da pessoa 60+ em 8 dimensões.

8 dimensões integradas

A plataforma organiza as informações em dimensões complementares da vida, permitindo observar a população 60+ não apenas como uma faixa etária — mas como um conjunto de trajetórias, condições e capacidades.

01

Quem é

Perfil demográfico e trajetória de vida

02

Onde vive

Condições do domicílio e acessibilidade

03

Como vive

Arranjos familiares e convivência

04

Capital intelectual

Acesso à informação

05

Capital social

Participação e acesso a direitos

06

Capital financeiro

Proteção social

07

Saúde

Funcionalidade e acesso ao cuidado

08

Sentido de vida

Espiritualidade e valores

A combinação dessas dimensões torna possível construir arquétipos que traduzem a complexidade do envelhecimento em perfis concretos— facilitando o diagnóstico e orientando decisões mais precisas.

Por que isso importa?

Sem informação organizada, decisões são guiadas por percepção — não por evidência. A sistematização transforma dados dispersos em base concreta para ação.

Diagnósticos mais precisos permitem direcionar melhor recursos públicos e privados — evita-se a dispersão de esforços e aumenta-se o impacto das políticas e investimentos.

A construção de perfis facilita o desenho de soluções mais adequadas. Políticas e projetos ganham efetividade quando partem da realidade concreta das pessoas.

Organizar a informação é, antes de tudo, organizar a capacidade de decidir — e, em uma sociedade que envelhece, decidir melhor é parte essencial da resposta.

Conteúdo

Saiba mais: artigos e conteúdos para download

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Dados

Observatório de dados e indicadores

Visão territorial e perfil da população 60+ em todos os 5.570 municípios brasileiros, com filtros e comparativos.

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